Gastronomia

Sobre a gastronomia oliveirense há que fazer referência a dois importantes aspetos:

O primeiro prende-se com a existência, no lugar de Santo António, de um velho botequim, conhecido por “Botequim da Corcovada”, que existiu no século XIX e que tinha uma gastronomia muito própria. No livro “A Capital”, de Eça de Queirós, o autor refere-se ao típico botequim, levando-nos a crer que ele próprio o conhecia. O segundo aspeto relaciona-se com a Coutada do Côvo, onde eram frequentes, já no tempo de D. Manuel I, as caçadas ao javali, ao coelho e à perdiz. No final das caçadas era tradição assar os animais, ou seja, fazer petiscadas no espeto.

Por outro lado, a pesca era também uma atividade importante, dando origem a determinados pratos como, por exemplo, peixe assado no espeto, acompanhado com arroz de forno, confecionado em caçarolas de barro.

Com ou sem influência da gastronomia de outras regiões, podemos afirmar que Oliveira de Azeméis tem pratos originalmente seus.

A oferta gastronómica está intimamente ligada às atividades produtivas e à riqueza dos solos. A atividade dos moleiros levou a que fosse possível obter farinhas e arroz de grande qualidade que permitiram a criação de produtos como o pão e a regueifa de Ul, famosos pela sua confeção tradicional em forno de lenha e pelo seu sabor inigualável, a broa e o arroz de ossos da suã. A estas iguarias juntam-se as papas de S. Miguel, feitas com carnes marinadas em vinha d’alho e com farinha de milho, são outro petisco oliveirense, que levou inclusive à criação de uma confraria (Confraria das Papas de São Miguel).

Oliveira de Azeméis é também notável pela sua doçaria. Os tradicionais beijinhos de Azeméis, os zamacóis, as já referidas regueifas de Ul, os corações dos namorados, as queijadinhas de cenoura, a sopa seca, as papas carolas, o bolo de canela, o creme queimado e as fitas de carpinteiro são iguarias que não deixam ninguém indiferente.

A nível gastronómico, Oliveira de Azeméis apresenta uma grande variedade de produtos típicos, tendo sido premiada como “Terra de Culinária” em 2015.

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